sexta-feira, 26 de junho de 2009

Charges X Histórias sobre ética

Pessoal, estou postando uma versão diferente que achei no Youtube, com slides diferentes dos que exibi em aula. Vale a reflexão sobre os aspectos que nos tornam mais solidários, humanos ou desumanos, solitários, engraçados, tristes, enfim...
Espero que gostem (e que consigam relacionar com a proposta do livro Histórias sobre ética).
Beijos e bom fim de semana.

Atividade sobre o livro Histórias sobre ética : SOMENTE PARA 9º A e 9º B (aulas de OPT)

Nesta segunda parte do trabalho, vamos analisar os sete contos restantes (já lemos "O lobo e o cordeiro", "Conto de escola", "A casa de bonecas" e "Os gatos pardos da noite".
Siga o roteiro abaixo para elaborar o seu trabalho de análise crítica ,portanto pessoal, intransferível, entenderam?
1) O trabalho deve conter capa com identificação completa do aluno.
2) Pode ser digitado (fonte Arial 12 - margens 3 cm - inferior e superior e 2 cm - laterais).
3) Deve ser entregue pessoalmente na primeira aula de OPT de agosto ou entregue via email no seguinte endereço anacristina.cpspc@gmail.com. Não aceitarei trabalhos atrasados , tendo em vista o longo prazo dado.

4) Conteúdo:

a) Contos, sinopse e crítica.

Elabore uma tabela com as três colunas acima, informando o nome do conto e o autor (coluna 1), a sinopse (coluna 2) e a sua crítica (coluna 3). Note que é importante não só dizer se gostou ou não, mas relacionar os contos com a realidade.

b) Uma das atividades abaixo:

I -Escolha uma das histórias e reconte sob outro foco narrativo. Exemplo: "Antes do baile verde" poderia ser narrada pelo pai doente.

II - Escolha um outro conto e faça uma interpretação usando outra forma de expressão: Exemplo: uma colagem sobre o conto "Os gatos pardos da noite" ou um desenho sobre "Paloma", uma poesia sobre "Conversa de comadres". Use a sua criatividade e peça a ajuda da educadora de artes, se necessário.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Exercícios sobre Orações subordinadas substantivas




O link abaixo leva ao site do Scribd, onde armazeno alguns documentos online. É um recurso muito útil, pois nos permite compartilhar e exibir documentos com muita facilidade.
Você tem a opção de fazer o download do documento ou enviá-lo por e-mail e , se quiser, imprimi-lo.

As respostas dos exercícios serão publicadas também no Scribd no sábado, 13/03/2010(após as 15h). Acompanhe as atualizações do blog .


http://www.scribd.com/doc/16600731/Exerciciossubstantivas

Paradoxos

Veja as duas charges , exemplificando os paradoxos. Na primeira, somos levados a refletir sobre os dois conceitos: fracasso e sucesso. Na verdade, quem é o fracassado? A imagem é contraditória com o título que descreve os dois personagens. Na segunda, o estranhamento é causado pelo fato do homem pedir ajuda a Deus para poder negar Sua existência.


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Uol Educação - quizzes

O Site www.educacao.uol.com.br é uma ótima fonte de estudo não só de língua portuguesa, mas de todas as disciplinas. Preparado por especialistas, o site contém matérias, quizzes , simulados que podem ajudá-lo a estudar melhor.

Abaixo, dois links interessantes:

Figuras de Linguagem

http://educacao.uol.com.br/quiz/quiz.jhtm?id=4901

Orações subordinadas substantivas

http://www1.folha.uol.com.br/folha/interacao/quizfo13.shtml

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Personificação ou prosopopeia

A personificação ou prosopeia é uma figura de estilo que consiste em atribuir a objetos inanimados ou seres irracionais sentimentos ou ações próprias dos seres humanos.
Dizer "está um dia triste" implica a atribuição de um sentimento a uma entidade que, de fato, nunca poderá estar triste mas cujas características (céu nublado, frio, etc) poderão conotar tristeza para o ser humano.
Nas fábulas, a personificação toma um sentido simbólico, onde a atribuição de determinadas características humanas a seres irracionais segue determinadas regras determinadas pelo contexto sócio-cultural do autor: os leões passam a ser corajosos (ou fanfarrões, como na fábula do leão e do rato, de La Fontaine); as raposas tornam-se astutas (ou desdenhosas); as características dos materiais passam a conotar o caráter humano ou o seu estatuto em termos de poder (forte ou frágil, como na fábula da panela de ferro e da panela de barro).
É uma figura de estilo freqüentemente utilizada na literatura infanto-juvenil, ao permitir rasgos de fantasia que a literatura para adultos nem sempre permite, ainda que a ela recorra frequentemente (por exemplo, no realismo mágico sul-americano ou em contos e novelas como em O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá de Jorge Amado ou História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar, de Luis Sepúlveda - que funcionam como fábulas modernas e que, tal como em O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, esbatem as fronteiras entre o que é literatura para adultos ou literatura para crianças).
Exemplos de personificação:
"O Gato disse ao Pássaro que tinha uma asa partida."
"O Vento suspirou e o Sol também."
"A Cadeira começou a gritar com a Mesa."
"O Sol amanheceu triste e escondido."
"A Bomba atômica é triste, Coisa mais triste não há Quando cai, cai sem vontade" (Vinícius de Morais)
" A lua beijava a face do lago adormecido "

Exercícios : metáfora, comparação e personificação

EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO
Identificar as figuras de estilo patentes nas expressões que se seguem:

A guerra é um monstro devorador. (____________________)
A paixão é como um fogo. (__________________)
O mar é a mais larga estrada…(____________________)
Santarém é um livro de pedra. (____________________)
Hoje o vento levantou-se zangado. (____________________)
Ao longe, a carrinha lembrava um percevejo sobre quatro rodas. (_______________)
A formiga recusou aceder ao pedido da cigarra. (____________________)
Os seus cabelos pareciam fios de ouro…(____________________)
Tem o coração duro como uma rocha. (____________________)
Os frutos desta árvore são doces como o mel. (__________________)
Os teus olhos são duas pérolas. (____________________)
As rãs do charco tagarelavam umas com as outras. (___________________)

Metáfora e comparação metafórica

Metáfora é a figura de palavra em que um termo substitui outro em vista de uma relação de semelhança entre os elementos que esses termos designam. Essa semelhança é resultado da imaginação, da subjetividade de quem cria a metáfora.
A metáfora também pode ser entendida como uma comparação abreviada, em que o conectivo comparativo não está expresso, mas subentendido. Na comparação metafórica (ou símile), um elemento A é comparado a um elemento B através de um conectivo comparativo (como, assim como, que nem, qual, feito etc. ). Muitas vezes a comparação metafórica traz expressa no próprio enunciado a qualidade comum aos dois elementos:
Esta criança é forte como um touro . elemento A qualidade comum conectivo elemento B Já na metáfora, a qualidade comum e o conectivo comparativo não são expressos e a semelhança entre os elementos A e B passa a ser puramente mental: Do ponto de vista lógico, a criança é uma criança, e um touro é um touro. Uma criança jamais será um touro. Mas a criança é teria a sua força comparada á de um touro.
Veja o exemplo: “O tempo é uma cadeira ao sol, e nada mais”(Carlos Drummond de Andrade) A associação do tempo a uma cadeira ao sol é puramente subjetiva. Cabe ao leitor completar o sentido de tal associação, a partir da sua sensibilidade, da sua experiência. Essa metáfora, portanto, pode ser compreendida das mais diferentes formas. Isso não quer dizer que ela possa ser interpretada de qualquer jeito, mas que a compreensão dela é flexível, ampla.
Observe a transformação de comparações metafóricas (ou símiles) em metáforas: O Sr. Vivaldo é esperto como uma raposa. (comparação metafórica) O Sr. Vivaldo é uma raposa. (metáfora) A vida é fugaz como chuva de verão. (comparação metafórica) A vida é chuva de verão. (metáfora) Nesse último exemplo, o elemento A (as mangueiras está sendo comparado ao elemento B (intermináveis serpentes), pois há uma semelhança no modo como ambos se põem em relação ao chão. Os galhos da mangueira, por serem baixos e tortuosos, lembram intermináveis serpentes Na linguagem cotidiana, deparamo-nos com inúmeras expressões como: cheque-borracha cheque-caubói voto-camarão manga-espada manga-coração-de-boi. Nos exemplos já vistos, fica bastante claro o porquê existência de metáforas.
Diante de fatos e coisas novas, que não fazem parte da sua experiência, o homem tem a tendência de associar esses fatos e essas coisas a outros fatos e coisas que ele já conhece. Em vez de criar um novo nome para o peixe, ele o associa um objeto da sua experiência (espada) e passa a denominá-lo peixe-espada. O mesmo acontece com peixe-boi, peixe-zebra, peixe-pedra, etc. (Se quiser fazer uma experiência, abra o dicionário na palavra "peixe" e verá quantas expressões são formadas a parti desse processo . ) Muitos verbos também são utilizados no sentido metafórico. Quando dizemos que determinada pessoa "é difícil de engolir", não estamos cogitando a possibilidade de colocar essa pessoa estômago adentro. Associamos o ato de engolir (ingerir algo, colocar algo para dentro) ao ato de aceitar, suportar, agüentar, em suma, conviver. Alguns outros exemplos: A vergonha queimava-lhe o rosto. As suas palavras cortaram o silêncio. O relógio pingava as horas, uma a uma, vagarosa mente. Ela se levantou e fuzilou-me com o olhar. Meu coração ruminava o ódio. Até agora, vimos apenas casos de palavras que assumiam um sentido metafórico.
No entanto, existem expressões inteiras (e até textos inteiros) que têm sentido metafórico, como: ter o rei na barriga: ser orgulhoso, metido saltar de banda: cair fora, omitir-se pôr minhocas na cabeça : pensar em bobagens , pensar em tolices dar um sorriso amarelo: sorrir sem graça tudo azul: tudo bem ir para o olho da rua: ser despedido, ser mandado embora Como se pode perceber, a metáfora afasta-se do raciocínio lógico, objetivo. A associação depende da subjetividade de quem cria a metáfora, estabelecendo uma outra lógica, a lógica da sensibilidade.

Metonímia

Português: Metonímia é um dos mais férteis recursos de estilo

Chamamos metonímia à figura de linguagem que, diferentemente da metáfora (esta construída sobre uma base comparativa), se organiza em relações de contigüidade. Por exemplo, ao dizer que uma moça é uma flor, temos uma metáfora --é a comparação implícita que nos permite transferir a ela as qualidades da flor.
A metonímia, por sua vez, nem sempre é percebida como uma estratégia de estilo, pois algumas das construções em que aparece pertencem à linguagem comum.Se alguém diz que toma "duas conchas" de sopa, imaginamos que a pessoa ingira não as conchas, mas o seu conteúdo. Ocorre o mesmo em "tomar uma taça de vinho" e, por extensão, em "ver duas horas de TV".Expressões como "o pão de cada dia" e "o leite das crianças" substituem o alimento como um todo. O mesmo ocorre em "tomar café da manhã", em que o café é apenas um dos itens da refeição matinal e, às vezes, nem o é.
Como se vê, tomar a parte pelo todo é uma das formas mais comuns de construir metonímias: "ter bocas para alimentar", "como dizem as más línguas" ou as expressões "sem-teto" e "auxílio-paletó" são alguns exemplos.Mas não é só no dia-a-dia que a metonímia aparece.
A figura também é empregada para produzir belos efeitos de estilo. É o que nos comprova a letra de "Viola Enluarada", conhecida canção de Marcos Valle e de Paulo Sergio Valle: "A mão que toca um violão/ Se for preciso, faz a guerra/ (...) / A voz que canta uma canção/ se for preciso, canta um hino/ (...) / O mesmo pé que dança um samba/ se for preciso, vai à luta (..)". A letra de "Mucuripe", de Belchior e de Fagner, também traz uma metonímia: "As velas do Mucuripe / vão sair para pescar (...)".É ainda o recurso usado por Gregório de Matos, poeta brasileiro, no poema "Buscando a Cristo", em que, em seu apelo a Jesus, constrói uma seqüência de metonímias: "A vós correndo vou, braços sagrados, (...)/ A vós, divinos olhos, (...)/ A vós, pregados pés, (...)/ A vós, cabeça baixa, (...)."Recurso de estilo de grande fertilidade, é ainda a metonímia, agora numa seqüência gradativa, que aparece nestes versos de Drummond: "É puro carnaval, loucura mansa, a reboar no canto de mil bocas, de dez mil, de trinta mil, de cem mil bocas (...)".

Thaís Nicoleti de Camargo - consultora de língua portuguesa da Folha.