sábado, 24 de outubro de 2009

Respostas das enquetes sobre concordância nominal + quiz sobre concordância verbal

Quiz indicado sobre Concordância Verbal

http://www1.folha.uol.com.br/folha/fovest/quiz17.shtml


Respostas das enquetes publicadas sobre concordância nominal:

I) Observe a concordância e assinale as alternativas erradas:
1) Entrada proibida.
2) É proibido entrada.
3) A entrada é proibida.
4) Entrada é proibido.
5) Para quem a entrada é proibido?

Comentário: Todas estão corretas, menos a última, porque há um determinante para a palavra entrada, que obrigaria a ser: Para quem a entrada é proibida?

II) As moças, estando SÓS, tiveram elas MESMAS , de tomar as providências que a situação exigia.
Comentário : As moças estavam sós (sozinhas=adjetivo, portanto no plural).

III) Marque a alternativa cuja sequência preenche corretamente aas lacunas desse período:Muito OBRIGADA, disse ela.Vocês procederam CERTO, considerando meu ponto de vista e minha argumentação SENSATOS.
Comentário: Vocês procederam certo (certo= advérbio, portanto invariável, ficando no singular).

IV) Assinale a frase incorreta, considerando a concordância do predicativo (do sujeito ou do objeto):
Resposta : Tenho o réu e seu cúmplice como mentiroso.

Comentário:Quando o adjetivo é um predicativo , ou seja, uma qualidade temporária, não se aplica a regra da concordância atrativa, indo para o plural neste caso.


V) O adjetivo não está corretamente empregado na concordância em:


FIEL aos deveres PATERNAL e FRATERNAL, ambos silenciavam.

Comentário: Ambos eram FIÉIS aos deveres...
Não se esqueça de que para cada adjetivo há um nome que comanda a concordância.

sábado, 17 de outubro de 2009

Vídeo aula sobre Concordância Verbal

Atualizações desta semana: assistam ao vídeo sobre concordância verbal (a ser trabalhada ao longo do mês de outubro). Na barra lateral, mais enquetes sobre concordância nominal.
Beijos e bom fim de semana.

sábado, 10 de outubro de 2009

Enquetes sobre concordância nominal + Os inocentes (DVD)


Pessoal ,
Peço desculpas por não atualizar na sexta, como combinado. Ontem à tarde fui às compras e acho que peguei muito frio, hoje não estou passando bem.
Elaborei algumas enquetes (ver lateral direita do blog) sobre concordância. Participem! Elas estarão disponíveis até 23/10, quando publicarei as respostas corretas e depois serão retiradas do ar.
Mas aproveitei para ver meu novo DVD de "Os inocentes" (versão de 1961, de Jack Clayton). Realmente põe a outra (versão dos anos 90, com Colin Firth), no chinelo. A interpretação de Debora Kerr (srta. Giddens, a preceptora) e Martin Stephens (Miles) são magníficas. Isso, sem mencionar a fotografia dramática que ressalta as cenas noturnas na casa (aí fica muito evidente mesmo que o diretor de "Os outros" se inspirou nesta obra).
Estou pensando em exibir um dia à tarde, mas atenção: só para quem é corajoso! Vai que o Peter Quint nos observe pelo vidro fumê da porta do miniauditório! Vamos levar uns bons sustos juntos e discutir a(s) obra(s). Beijão e ótimo feriado.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

HISTERIA COLETIVA, MAIS UMA DOENÇA DA FÉ

Mais lenha na fogueira: o texto abaixo é um trecho de entrevista de John Waller à Revista Galileu (fev/2009). Fala sobre o famoso episódio de histeria coletiva que causou horror e pode ser "explicado" sob três aspectos: social, científico, espiritual. Infelizmente, sob o prisma espiritual, as pessoas presentes no tal surto coletivo foram tomadas como possuídas por algo que não se conseguia explicar.

Erupções de histeria em massa continuam a acontecer

Historiador diz que epidemia de dança do século 16 revela os extremos aos quais a crença e a angústia podem nos levar


Bizarro, mas real: ilustração reproduz epidemia de dança ocorrida na Europa na Idade Média

Muito improvável. É assim que o historiador John Waller, da Universidade Estadual de Michigan, nos EUA, define seu próprio objeto de estudo. Em seu livro "A Time to Dance, a Time to Die" (Tempo de Dançar, Tempo de Morrer), recém-lançado nos EUA e ainda sem tradução para o português, ele relata uma epidemia de dança ocorrida no ano de 1518, na França, que tirou a vida de dezenas de pessoas.

Improvável, mas real. A "praga" começou com uma mulher, Frau Troffea, que saiu de casa num dia qualquer e pôs-se a dançar freneticamente, sem demonstrar nenhum sinal de alegria. De vez em quando, desmoronava, exausta, apenas para retomar seu movimento sinistro algumas horas depois. Após alguns dias, a mulher foi levada à força a um templo, com os sapatos encharcados de sangue. Mas o problema só cresceu: em pouco tempo, mais de 30 pessoas haviam tomado as ruas perpetuando o transe dançarino. Em pouco mais de um mês, já eram 400. Apesar de não haver um registro exato, estima-se que pouco mais de uma centena de pessoas morreram de exaustão. Pouco devastador, se compararmos a outras epidemias da Idade Média (a peste negra tirou a vida de cerca de 12 milhões de pessoas, quase um terço da população europeia da época). Mas muito mais bizarro.
O historiador John Waller, da Universidade Estadual de Michigan, resolveu escrever o livro "A Time to Dance, a Time to Die" quando pesquisava síndromes culturais e se deparou com referências a pragas de dança na era medieval

Galileu: Por que você decidiu escrever um livro sobre a epidemia de Estrasburgo?
John Waller: Estava pesquisando síndromes culturais, quando me deparei com referências a pragas de dança na era medieval. A princípio duvidei dos relatos: uma dança mortal parecia muito improvável. Mas, conforme cavava mais fundo, percebi que as evidências eram convincentes. Nesse ponto, já estava fisgado pela ideia de tentar explicar por que ela aconteceu. Ficou claro que esses eram exemplos poderosos da maneira pela qual o contexto cultural pode moldar a expressão do sofrimento psicológico. Sua importância para o presente está no que elas revelam sobre os extremos aos quais a crença e a angústia podem nos levar. Mas eles também podem melhorar nosso entendimento sobre o quão diferentemente os membros de culturas distintas respondem ao medo e ao sofrimento.

Galileu: Você escreve que químicos potentes como o esporão do centeio (fungo que ataca o cereal e pode provocar alucinações e a doença ergotismo) não poderiam causar um movimento de longa duração. Por que muitos autores defendem o esporão como a razão das epidemias de dança?
Waller: É curioso que a ideia ainda seja apresentada. Acho que isso acontece parcialmente devido a uma moda moderna de encontrar explicações biológicas simplórias. Especialistas consideram altamente improvável que, mesmo que o ergotismo fosse capaz de provocar a dança, as pessoas tenham respondido de maneira igual aos químicos psicotrópicos do esporão. De qualquer maneira, a manifestação mais comum do ergotismo é a restrição do fluxo sanguíneo nas extremidades, causando gangrena e morte. Se tivesse havido uma epidemia da doença em Estrasburgo, era de esperar que pelo menos uma parte significativa dos afetados morresse dessa maneira, mas não há nenhuma menção a esse fato.
Galileu: Seu argumento é que a epidemia resultou de uma histeria devido à miséria, que se manifestou pela dança por causa do misticismo de uma sociedade que acreditava em conflitos cósmicos entre o bem e o mal. Qual o papel da dança nesse contexto?
Waller: Os atingidos pela epidemia de 1518 ocupavam um ambiente de fé que aceitava a ameaça da praga divina, possessão ou feitiço. Eles não tinham a intenção de entrar em estados de transe, mas suas crenças sobrenaturais tornaram isso possível. Nessa área da Europa havia uma crença em uma praga de dança que podia ser enviada por São Vito. Apenas porque as pessoas já temiam esse santo foi possível que o seu estado histérico se manifestasse na forma de uma dança compulsiva e selvagem.
Galileu: Você diz que o fim dessas epidemias está relacionado ao declínio da teologia medieval e ao início da modernidade. Mas você também afirma que a estrutura de nossos cérebros não mudou. Ainda estamos sujeitos a essas pragas?
Waller: Erupções de histeria em massa continuam a acontecer até hoje. Na Europa, desde a metade dos anos 1700, esses eventos aconteceram em locais de administração "linha-dura" ou confinadores, como fábricas ou escolas. No presente, ainda há episódios dramáticos - embora raros e que não envolvam um estado de transe. Há também fenômenos aliados, que são abastecidos por medo e moldados por crenças populares. Nessa categoria eu colocaria epidemias de "koro", nas quais milhares de jovens se convencem de que seus pênis foram roubados ou retraídos para dentro de seus corpos sob o comando de agentes sobrenaturais malignos. Tem havido epidemias recorrentes de "koro" em partes da África e do Sudeste Asiático.
A dança não é a única forma de manifestação de histeria coletiva

Região do lago Tanganyika, Tanzânia, África, 1963. Diversas garotas, estudantes de um internato, começaram a alternar riso e choro histericamente. Em pouco tempo, 95 das 159 alunas tinham sido atingidas pela praga, e a escola teve que ser fechada. Mas enviar as meninas de volta para seus vilarejos não foi uma boa ideia: elas espalharam a epidemia para outras crianças.
Alguns adultos também se contaminaram. Foram centenas de pessoas atingidas, que passavam cerca de uma semana rindo descontroladamente, seguido de períodos curtos de calmaria.
Exames de sangue e análises microscópicas não apontaram uma causa biológica para a síndrome, que durou entre seis e oito meses. Mas o que mais chamou a atenção foi o fato de que a praga não atingiu adultos alfabetizados. "Aqueles que não possuíam uma forte crença sobrenatural estavam imunes", diz John Waller. Os investigadores do caso concluíram que a epidemia da Tanzânia foi semelhante às pragas de dança da Europa Medieval. No caso da Tanzânia, o contexto de mudanças que estavam ocorrendo graças à recém- conquistada independência da Grã-Bretanha pode ter influenciado no gatilho da epidemia.
(Galilileu, fev/2009, pags. 16, 17)

Há uma explicação científica para o comportamento da protagonista de "Os inocentes"?

Esquentando mais os debates sobre o livro "Os inocentes", assistam a este vídeo e tirem suas conclusões. Obviamente, as cenas de novela são insuficientes para retratar o problema , mas vale refletir sobre a possibilidade (apenas hipótese) de esquizofrenia da protagonista.


sábado, 3 de outubro de 2009

Novos quizes - Terceiro trimestre

Faça os quizes abaixo e verifique seus acertos.
As questões podem ser selecionadas para as próximas avaliações!

Concordância Nominal

http://www1.folha.uol.com.br/folha/interacao/quizfo08.shtml
Conjunções
http://www1.folha.uol.com.br/folha/fovest/quiz15.shtml

Dissertação

http://www1.folha.uol.com.br/folha/interacao/quizfo10.shtml

Dissertação 2
http://www1.folha.uol.com.br/folha/interacao/quizfo11.shtml

Orações subordinadas adverbiais
http://www1.folha.uol.com.br/folha/interacao/quizfo23.shtml

Vícios de linguagem

http://educacao.uol.com.br/quiz/quiz.jhtm?id=6085

Nossa Língua Portuguesa - Concordância Nominal - parte II

Nossa língua portuguesa - Concordância - parte I

Neste programa , Pasquale fala sobre a acentuação da palavra "quê" e sobre alguns casos de concordância nominal.

The turn of the screw - versão para TV, com Colin Firth

Colin Firth ficou mais conhecido como Mark Darcy, de "O diário de Bridget Jones' e interpreta o sr. de Bly nesta adaptação para a TV britânica , dos anos 90.

Os inocentes - Trailer da versão de 1961, com Debora Kerr

Montagem com fotos da produção de 1961 - The innocents.
A canção Willow Waly é perfeita , entremeando inocência, melancolia e um toque de "ghost story".

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Concordância nominal

A concordância nominal é assim chamada porque estabelece uma relação morfológica entre elementos tradicionalmente chamados "nomes" (adjetivos e substantivos)

I - CONCORDÂNCIA DO ADJETIVO COM O SUBSTANTIVO

Regra geral: o adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo.

1. Adjetivo posposto a dois ou mais substantivos:
a) o adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo mais próximo se apenas a ele se refere: Lá estava o cavalo e a casa DESTELHADA.
b) irá para o plural se sua referência se estender a todos; se todos os substantivos são do mesmo gênero, este será conservado: Aquele foi um beijo e um abraço DEMORADOS. Ela tem roupa e casa LIMPAS. / Pelé e Amarildo saíram CABISBAIXOS. Observação: se os gêneros são diferentes, receberá o adjetivo flexão masculina: Mulher e marido BRIGUENTOS devem ter paciência.
c) o adjetivo concorda em gênero e número com o mais próximo: - quando os substantivos são sinônimos entre si: O furor e a raiva HUMANA podem matar. - quando os substantivos se alinham em gradação: A inteligência, o esforço, a dedicação EXTRAORDINÁRIA venceu tudo.

2. Adjetivo anteposto a dois ou mais substantivos:

a) quase sempre concorda com o substantivo mais próximo em gênero e número: Escolheste MAU lugar e hora para falar no assunto. / AROMÁTICAS rosas e cravos adornam o jardim.
b) se o adjetivo estiver anteposto a nomes próprios de pessoas ou a títulos, deverá ir para o plural: Muito nos ensinaram os GRANDES Machado de Assis e José de Alencar. / Os AFORTUNADOS embaixador dos Estados Unidos e primeira-ministra de Israel escaparam do atentado.


II - CASOS ESPECIAIS

1. ANEXO - INCLUSO - LESO - MESMO - PRÓPRIO - QUITE - OBRIGADO

Concordam com o substantivo a que se referem:
ANEXO é adjetivo e, em consequência, concorda com o substantivo a que se relaciona em gênero e número. Exemplos:
"... foi professor de Gramática, Geografia e História na escola ANEXA à militar." (Fausto Barreto)
"Vão ANEXAS as palavras que lhe ouvi." (apud Cândido Jucá Filho)
" ANEXA à presente, enviamos a relação das mercadorias."
"No processo de compra, não estavam ANEXOS os orçamentos."

Observação: Em anexo é expressão adverbial, invariável, e de largo uso, embora combatida por alguns autores.

INCLUSO: vale a mesma observação a respeito de anexo. Exemplos:
Remeto a V.S.as., INCLUSA nesta pasta, uma fotocópia do recibo.
Remeto a V.S.as. o recibo INCLUSO nesta pasta.

LESO é adjetivo e, como tal, flexiona-se.
Exemplos: Cometeu crime de LESO-patriotismo.Ajudar esses espiões seria crime de LESA-pátria.

MESMO:
a) como adjetivo é variável e equivale a idêntico, igual, análogo. Exemplos:
"Os fantasmas não fumam, porque poderiam fumar a si MESMOS." (Mário Quintana)Os alunos MESMOS organizaram o trabalho.
"A viagem do sono nem sempre é a MESMA viagem." (Paulo Mendes Campos)
"Percorrera aquela MESMA senda, aspirava aquele MESMO vapor que baixava denso do céu verde." (L.F. Telles)
b) Como advérbio é invariável e corresponde a justamente, exatamente, ou ainda, até. Exemplos: "Você esperneia, revolta-se - adianta?
MESMO sua revolta foi protocolada." (C.D.A.)
"Livro raro, MESMO, é aquele que foi emprestado e foi devolvido." (Plínio Doyle)

Observação: Não se deve dizer: conosco mesmos ou convosco mesmos; o correto é: com nós mesmos e com vós mesmos.

Para os casos abaixo, vale a mesma observação a respeito de MESMO enquanto adjetivo. Exemplos:Eu PRÓPRIA conferi a carga, disse a secretária. / OBRIGADO, respondeu o chefe. / A esposa do chefe também não cansava de dizer OBRIGADA. / Estou QUITE com minhas dívidas. / Estamos QUITES com o serviço militar. (Obs.: forma do particípio passado do verbo quitar, flexiona-se em número)


2. é PRECISO, é NECESSÁRIO, é BOM, é PROIBIDO e expressões equivalentes

a) referindo-se a nomes sem elementos determinantes, essas expressões ficam invariáveis: É PRECISO força para trabalhar e estudar. / É NECESSÁRIO segurança para se viver bem. / É BOM plantação de erva-cidreira para afugentar formigas. / Água é BOM. / É PROIBIDO entrada de pessoas estranhas ao serviço.b) com nomes acompanhados de elemento determinante, essas expressões concordam com ele em gênero e número: SERIAM PRECISOS vários bombeiros para deter o incêndio. É NECESSÁRIA a tua compreensão. / É BOA a plantação de erva-cidreira para afugentar formigas. / A água é BOA para a saúde. / É PROIBIDA a entrada de animais. / "Não viu o letreiro: 'É expressamente PROIBIDA a entrada'?" (C. D. A.)


3. Só - SÓS

a) Só (adjetivo) corresponde a sozinho, único, solitário e apresenta flexão de número, concordando com a palavra a que se refere. Exemplos: Eles estão SÓS. / "Outros estão SÓS, como tu, mas presos a uma inibição ou a uma disciplina." (C.D.A) / "...sabia cozinhar, arrumar a casa e servir com eficiência a senhor SÓ." (Fernando Sabino)

b) Só (advérbio) corresponde a somente, unicamente, apenas e não se flexiona: é invariável. Exemplos: Ele SÓ falou bobagens. / "SÓ não sai de moda quem está nu." (Mário Quintana) / "Vende-se uma cama da casal usada uma noite SÓ." (Leon Eliachar).
Observação: Existem as locuções a só e a sós, esta mais freqüente, equivalente a sem companhia: é invariável. Exemplos: Eles ficaram a sós/ O casal ficará a sós. / " - Amigo João Brandão - disse pausadamente o homem quando ficaram a sós..." (C.D.A)

4. BASTANTE(s) pode ser:

a) bastante = advérbio de intensidade: é invariável. Ele ficou BASTANTE preocupado / Os pós-graduandos estudam BASTANTE.

b) bastante = pronome indefinido (= muitos) - flexiona-se Naquela classe há BASTANTES rapazes.

5. MEIO

a) meio = advérbio de intensidade: é invariável. Ando MEIO distraída ultimamente. / "Sentava calado, com a cara MEIO triste, um ar sério." (Rubem Braga) / Existem maridos que são MEIO surdos: sempre que suas mulheres lhes pedem 50 eles só ouvem 25." (Leon Eliachar)

b) meio = numeral (= metade): flexiona-se.É MEIO dia e MEIA. (meia hora) Ele comeu MEIO bolo sozinho.

6. MENOS - ALERTA - PSEUDO

São sempre invariáveis.
Na classe, há MENOS moças que rapazes. / Mais amor e MENOS confiança./ "Devora-se a infeliz mísera gente: E sempre reduzida a MENOS terra." (Santa Rita Durão) / "A cidade, aliás, está parecendo mais civilizada: com MENOS gente, MENOS carros, dir-se-ia mais habitável..." (Cláudio Abramo)


ALERTA, segundo Antenor Nascentes, trata-se de uma interjeição militar; era um grito que se proferia à aproximação do inimigo. José Pedro Machado confirma a informação. Logo, por ter valor interjectivo, permanece invariável. Outros o consideram advérbio (em estado de prontidão) e, assim, também, permanece invariável. Exemplos:"Antes ouvido a revolta da cidade, estiverão mais ALERTA." (apud José Pedro Machado - texto arcaico) / "Duas sentinelas sempre ALERTA." (Alencar apud Cândido Jucá Filho) / Na porta dos bancos, os seguranças ficam ALERTA.

Trata-se de PSEUDO-especialistas.



*Jorge Viana de Moraes é professor universitário em cursos de graduação e pós-graduação na área de Letras. Atualmente, mestrando em Língua Portuguesa e Filologia pela Universidade de São Paulo.